Estar de acordo com a legislação ambiental abrange o cuidado com os seus terrenos ou instalações, que podem possuir resíduos em condições de causar danos à saúde. É o gerenciamento de áreas contaminadas que investiga as possibilidades e realiza planos de intervenção que possam reabilitar esses locais. Conheça, a seguir, um pouco mais sobre esse setor da consultoria ambiental.
O que se entende por uma área contaminada?
Uma área contaminada é aquela que possui uma concentração de substâncias que possam causar danos aos bens protegidos por lei. Segundo a Política Nacional do Meio Ambiente, esses bens são a saúde e o bem-estar da população, os diversos elementos da natureza, como a fauna, a flora, o solo, as águas e o ar, a segurança e a ordem pública, etc.
Essa contaminação pode se dar de forma planejada, acidental ou natural nos diversos setores da natureza, como no solo, nas águas ou no ar. O acúmulo dessas impurezas afeta a terra, rochas, sedimentos, aquíferos ou mesmo as estruturas construídas na área, sendo absorvidas pelas raízes das plantas e, consequentemente, pelos seres humanos e animais que consomem aquela vegetação e as águas daquele local.
Como funciona o gerenciamento de áreas contaminadas?
Regulamentado pela resolução nº 420/2009 do CONAMA, o gerenciamento de áreas contaminadas funciona a partir de um conjunto de técnicas que avaliam as características dos locais contaminados, calculam a gravidade da poluição e o risco gerado para os bens, para assim determinar a melhor solução para reduzir o impacto e recuperar o local.
No Rio de Janeiro, o governo instaurou o INEA (Instituto Estadual do Ambiente) que, em 2013, lançou a primeira edição do Cadastro de Áreas Contaminadas. Assim, por meio de um monitoramento, objetivou-se promover um gerenciamento ambiental capaz de restaurar a saúde dessas áreas, bem como da natureza e da população.
As etapas do gerenciamento de áreas contaminadas
O gerenciamento ambiental é composto por etapas cujas informações recolhidas servem de base para o avanço contínuo da avaliação. São elas:
• Avaliação Preliminar, que realiza uma inspeção diagnóstica do local.
• Investigação Ambiental Confirmatória, que visa confirmar a existência de agentes contaminantes.
• Investigação Ambiental Detalhada, que é necessária caso na etapa anterior sejam encontrados resíduos poluentes.
• Avaliação de Risco à Saúde Humana, que estima os riscos daquelas substâncias para a saúde.
• Projeto de Remediação, que é utilizado para planejar a reabilitação da área.
• Plano de Intervenção, que consiste nas ações efetivas que irão sanar os problemas do local.
• Plano de Reutilização, que objetiva o reuso da área sem riscos futuros.
É possível que essas fases sejam intermediadas por outras, sempre de acordo com a gravidade do caso e as necessidades da área.
Potenciais fontes de contaminação
São inúmeros os causadores de contaminação, sendo eles até mesmo naturais, como no caso dos micro-organismos. Porém, as impurezas geralmente vêm da liberação proposital ou acidental que se dá através de tanques, tubulações ou válvulas subterrâneas, áreas de estocagem de produtos químicos, locais de carregamento e manutenção de objetos que liberam resíduos, fossas sépticas e caixas coletoras ou mesmo descarte inadequado de dejetos.
Caso queira saber ainda mais a respeito do gerenciamento de áreas contaminadas, entre em contato com a EnviPlan por meio dos comentários, do formulário ou do botão de Whatsapp.
Comentários