A matriz energética representa o conjunto de fontes de energia disponíveis para o uso. No século XX, a oferta farta de energia advinda principalmente de combustíveis fósseis como petróleo e carvão mineral, transformou a economia mundial. Entretanto, a partir dos anos 90, estudiosos e cientistas alertavam para os efeitos da deterioração ambiental provocada pela ação do homem, dentre eles o aquecimento global. Desta forma, desde o início do século XXI, houve um aumento no uso de fontes de energias renováveis, buscando a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.
Desta forma, nas últimas décadas, as matrizes energéticas do Brasil e do mundo apresentaram significativas alterações estruturais. No Brasil houve um grande aumento na participação da energia hidráulica, da bioenergia líquida e do gás natural, enquanto no mundo, houve incremento na energia nuclear e gás natural. Em todo o mundo houve um recuo na participação de derivados do petróleo.
De acordo com a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e a Resenha Energética Brasileira (REB,2019), o mundo possui uma matriz energética composta majoritariamente por fontes não renováveis como o carvão, petróleo e gás natural, enquanto fontes renováveis como por exemplo solar, eólica, hidráulica, representam apenas 14,3% da matriz energética mundial. Já a matriz energética do Brasil, as fontes renováveis representam 45,3%, uma característica positiva, uma vez que as fontes não renováveis de energia são as maiores responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa (GEE).
Enquanto a matriz energética mundial ainda é fortemente baseada em combustíveis fósseis, a matriz energética brasileira se apresenta como uma das matrizes mais limpas do mundo.
Comparando as matrizes energéticas do Brasil e do mundo, é possível observar que ambas possuem um percentual similar em relação ao uso do petróleo e seus derivados, entretanto, o Brasil se destaca ao estruturar sua matriz energética preponderantemente no uso de fontes de energias renováveis.
Por fim, em relação ao Brasil, pode-se ressaltar que apesar de ser considerada uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo, a matriz energética brasileira ainda é bastante dependente do uso de combustíveis fósseis, que representam cerca de 34,4% do total.
por Amanda Dutra Machado
Engenheira Ambiental e Analista Ambiental Júnior
Comentários